segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A coragem essencial: formação pessoal em Psicopedagogia.

Prof. MS. João Beauclair
Este artigo pretende abordar algumas questões essenciais no que concerne à formação pessoal em Psicopedagogia no nosso tempo presente. Compreende ser necessário ter coragem para re-significar os caminhos da Educação contemporânea e procura traçar os principais dilemas, desafios e tensões presentes na formação pessoal do/a psicopedagogo/a. A partir de uma sucinta discussão sobre os processos de autoria de pensamento como alternativa a tal questão, reforça que a pesquisa e práxis permanente, no agir e no pensar cotidiano, podem colaborar para que novas e significativas aprendências e ensinagens surjam no cenário da formação em Psicopedagogia no Brasil.
"A palavra coragem tem a mesma raiz que a palavra francesa coeur, que significa "coração". Assim como o coração irriga braços, pernas e cérebro fazendo funcionar todos os outros órgãos, a coragem torna possíveis todas as virtudes psicológicas. Sem ela os outros valores fenecem, transformando-se em arremedo da virtude." MAY, Rollo. A coragem de criar. Ver bibliografia.
Consultor e professor nos cursos de Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Fundação Aprender, Varginha, Minas Gerais; consultor e professor nos cursos de Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional e de Pós-graduação em Fundamentos do Ensino da Arte do Instituto de Educação Segmento, Salvador, Bahia; Conferencista e palestrante sobre temas educacionais em diversos eventos, congressos e fóruns nacionais; Professor nos cursos de Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Fundação São José, Itaperuna, RJ; Psicopedagogo pela UCAM - Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro; Mestre em Educação e Pós-graduado em Planejamento Educacional pela Universidade Salgado de Oliveira - Rio de Janeiro; graduado em História pela Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia; Especialista em História do Brasil pela UFF - Universidade Federal Fluminense; professor na rede pública estadual do Rio de Janeiro; Associado a ABPP: Associação Brasileira de Psicopedagogia e da ABRH: Associação Brasileira de Recursos Humanos; escritor, ambientalista, poeta, ensaísta e autor de diversos artigos sobre Psicopedagogia, Educação, Meio Ambiente, Ecologia Humana, Direitos e Valores Humanos. Coordenador da Coleção Olhar Psicopedagógico, da Editora WAK, Rio de Janeiro. e-mail: joaobeauclair@hotmail.com ou joaobeauclair@yahoo.com.br


Palavras-chaves: Psicopedagogia, formação pessoal, oficinas psicopedagógicas, processos de autoria de pensamento.
I - Coragem e essência no re-significar de caminhos em Educação.
"O esforço necessário para ver as coisas sem distorção
requer algo muito próximo à coragem;
e está coragem é essencial.".
Henri Matisse
"O que é a nossa inocência,
qual é a nossa culpa? Todos estão
nus, ninguém está seguro. E onde está
a coragem...
Marianne Moore

Coragem é o que me impulsiona sempre para a busca. É no encorajamento que vou adiante, superando as dificuldades, encontrando brechas para transpor obstáculos, refazendo percursos já elaborados, revendo posturas e estratégias: é a partir da vivência com o seu sentido mais pleno que motivo o meu agir/fazer/estar no mundo, para o caminhar, compreendendo sempre que, enquanto aprendentensinante, sou como o caminhante de Antonio Machado, poeta espanhol que nos diz que "caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar".
Mas para ter coragem, é preciso que haja algum tipo de cor-respondência, vocábulo que pode nos trazer algumas idéias: cor = coração (latim); co= prefixo latino, que pode significar partilha, companhia; e cor = colorido, algo vivo, repleto de luz e emergente de sentido. Coragem é sentimento do sujeito, mas é vivência coletiva, partilha de sentidos para a vida, para a trajetória humana evolutiva de todos nós.
Percebo que os nossos movimentos de formação humana no campo da Psicopedagogia deve ser uma preocupação constante, de cada um de nós que leva a sério o seu fazer e compreende todas as questões éticas que envolvem esta discussão.
Desde a década de 80 do século passado é possível perceber que a Educação Brasileira, como um todo e a Psicopedagogia em particular, estão se tornando cada vez mais sensíveis às questões da alteridade, da identidade, da diversidade cultural e dos saberes que estão presentes nos mecanismos internos das escolas. Diante deste trajeto, são inúmeras as práticas e produções teóricas advindas desde então. E em minha concepção enquanto formador de psicopedagogas/os em diferentes realidades e contextos que tenho vivenciado é muito complexo fazer um levantamento sobre este movimento.
Minha contribuição para este debate tem sido a de sistematizar, a cada nova vivência enquanto ensinante neste processo, elaborando um caminhar e construindo e reconstruindo uma metodologia de ação de formação em educação que denomino Oficinas Psicopedagógicas.
Nesta metodologia, trato de estabelecer relações entre os diferentes processos que caracterizam nossa trajetória de formação - entendida por mim como evolução enquanto seres complexos que somos -, levando cada novo grupo a se conscientizar que, enquanto personas também complexas, vivenciam em suas cotidianidades múltiplos processos inter-relacionais que amadurece e estimula nossos movimentos atitudinais, comportamentais e processuais.
Só podemos aprender e apreender com os outros, pois a aprendência só pode ocorrer de forma efetiva e realmente significativa dentro deste pressuposto: sem interação, há a negação do sentido humano do ato de educar. E aqui residem alguns dos dilemas e desafios, algumas das tensões que trato na próxima seção deste texto.
II - Formação Pessoal em Psicopedagogia: dilemas, tensões, desafios.
"Não haverá existência humana sem a
abertura de nosso ser ao mundo,
sem a transitividade de nossa consciência"
Paulo Freire
Nos processos de Formação Pessoal em Psicopedagogia o principal desafio que se coloca é o da própria formação em si: precisamos perceber com criticidade a efetiva e concreta relevância dos processos de ensinagem em nosso século, tempo e cultura. O ensino, a aprendizagem, a escola, enfim, todo o contexto educacional necessita voltar-se para os dilemas, as tensões e os desafios de nosso tempo presente. Para tal é essencial fazer a aliança entre a teoria e a prática, buscando nos pensadores complexos o aprofundamento de conhecimentos sistematizados, indo além dos modelos tradicionais do falar ditar do mestre.
Neste sentido, busco sempre suporte nas teorias construtivistas e sócio-interacionistas para referendar minhas análises, pesquisas e buscas de processos de sistematização, tecendo e mesclando os diversos fios que, com suas diferentes espessuras e matizes, trás a minha trajetória a prática permanente da construção teórica, com a intenção clara de compartilhar e contribuir a circularidade dos saberes nos campos da Educação e da Psicopedagogia.
Neste sentido, percebo que neste movimento de ser e estar em Psicopedagogia é essencial compreender o que nos falta: encontrar modelos mais abertos, onde seja possível observarmos as possibilidades de superarmos entraves que impedem que nossas interações com o mundo sejam mais plenas, abertas e tecidas numa práxis mais dinâmica e plena.
E para que isso de fato ocorra, ou seja, para que tenhamos de fato a percepção concreta daquilo que nos falta, é preciso tecer/re-tecer, fazer/re-fazer cada fio desta rede que nos envolve e que nos dá suporte às nossas vivências em Psicopedagogia. Sabemos que práxis é o processo reflexivo oriundo das interfaces entre práticas e teorias que presentificam-se nas diferentes maneiras que temos de atuar, de ser e estar neste complexo mundo relacional que vivenciamos.
Cada um desses fios, que faz com que a nossa rede seja tecida, é fruto de nossos próprios processos de formação, iniciados com o nosso nascimento e em permanente tessitura, à medida que desenvolvemos nossas autorias de pensamento ao longo de nossas vidas e, ao assim fazermos, ganhamos autonomia e estabelecemos pontos de partida e metas a serem alcançadas.
Aqui a práxis é conduta e ação presentes como necessidade de construção permanente; práxis é a concreta possibilidade de enquanto seres aprendentes, re-significarmos caminhos, revermos trajetos e percursos do vivido, resgatarmos valores que percebemos estar sendo, a cada dia, perdidos ou esquecidos pelo corre-corre de nossa cotidianidade.
A principal tensão que se configura então é esta: reconhecer em nós mesmos esta trajetória e sabermos que para cada pessoa ela se dá de modo diferenciado, e é resultante de um percurso único, visto que sensações, reações, movimentos sempre são diferenciados e percebidos de modos também distintos.
É tão somente a partir de nossas próprias vivências que podemos estar em movimentos permanentes de descobertas e redescobertas, de criação e recriação, de construção e reconstrução de sentidos e significados.
Urgente se torna estabelecermos vínculos de amorosidade nos diferentes espaços do nosso fazer, do nosso estar junto com os outros, nos distintos processos de ensinagem que, quer tenhamos consciência ou não, sempre vivenciamos. O desafio que se confirma aqui, mais uma vez, o é da necessidade permanente de melhoria das próprias condições para o aprender sempre, vivendo a "beleza de ser um eterno aprendiz", com nos ensinou, sabiamente, Gonzaguinha, tanto nas nossas ações clínicas quanto institucionais.
Reside neste movimento os processos de constituição de nossas autorias de pensamento, que "supõe diferenciação, agressividade saudável, "re-volta íntima" e a partir disso, possibilidade de re-encontro com o outro: o acesso a nós mesmos." Sem tal acesso, nossas cotidianas aprendizagens não nos leva a construção de vínculos positivos enquanto sujeitos aprendentes e ensinantes, e os processos múltiplos de cognição emergentes deste encontro não ganham a validação necessária.
Cabe lembrar que "
a criatividade, a busca por novas visões à construção de nossas subjetividades enquanto seres em aprendências permanentes, nos condiciona ao desafio de configurar/reconfiguar nossas competências e habilidades para interação com a humana diversidade que convivemos cotidianamente e com as infinitas tensões que caracterizam nossa contemporaneidade.

O fundamental, então, é nos determos nas propostas de renovação dos saberes científicos, percebendo que a aprendizagem é permanente e essencial para a construção de modos novos de sermos efetivamente aprendentes e não apenas meros reprodutores do que é tido como verdade, como saber, como conhecimento válido, como informação a ser reconhecida, efetiva e real no mundo da complexidade e da interatividade que ora vivenciamos.
Processos de formação em Psicopedagogia e autoria de pensamento: alternando pesquisa e práxis no cotidiano
"Andaria 30 km para ouvir o meu
inimigo se pudesse aprender
algo com ele".
Leibnitz
"O Homem cria, não porque gosta, e sim porque precisa;
ele só pode crescer, enquanto ser humano,
coerentemente, ordenado, dando forma, criando"
Fayga Ostrower

Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo.
Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens,
além daquele que há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade,
o impulso, a chave.
Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo,
e isso é tudo".
Hermann Hesse
Nos processos de formação em Psicopedagogia é mister salientar que ensinantes e aprendentes vão
"autorizando-se mutuamente, sendo autores dos pensamentos que constroem, movidos por seus desejos, em busca de seus processos e movimentos de autonomia, indo além do olhar do/a outro/a para reconhecer a autoria de seu pensamento e produção. Importante é perceber que "ensinagem" e "aprendência" são processos de permissão a autoridade de pensamentos, como movimentos diferenciados e conhecedores da alteridade."
Ensinar e aprender, aprender e ensinar são processos vitais na busca constante da conquista e do encantamento da autoria do pensamento, presente no universo da relação entre a magia da vida e a própria vida de cada aprendente, sendo espaçotempo de desenvolvimento de nossa poética existencial, essencial, pessoal, única, singular.
O desafio que se configura é o de mudar radicalmente os nossos modos institucionais e pessoais de sermos e estarmos atuando em Psicopedagogia e Educação. Fernández enfatiza este processo ao nos dizer que a nossa função
"está mais próxima da serpente do Paraíso: tentar com o conhecimento. Tentar, no duplo sentido de tratar (assistir, cuidar) e de tentação. Chamar à autoria, ainda que isso leve ao conhecimento de nossos limites, de nossa finitude, de nossa necessidade do outro para sobreviver, Saímos do Paraíso é certo. Perdemos a felicidade eterna. Porém existirá a felicidade sem o conhecimento (dela mesma e de nós)? " O conhecimento os fará livres", e com a liberdade podemos tentar ser felizes".

E tentar ser feliz é tarefa humana que reside em nossas essências: resta-nos a coragem em ousar, em desejar e em fazer com que este movimento torne-se latente atitude de querer ser si mesmo, de forma autêntica, encontro com espaços de reflexão, definição de espaçotempo para crescer, deixar de sofrer, alegrar-se, viver.
Aprendências e ensinagens em discussão na coragem essencial: idéias como ponto de chegada ou de partida?
"Durante muitos anos
esperamos encontrar alguém
que nos compreenda,
alguém que nos aceite como somos,
capaz de nos oferecer felicidade
apesar das duras provas.
Apenas ontem descobri
que esse mágico alguém
é o rosto que vemos no espelho."
Richard Bach
"A vida humana em comum só se torna possível
quando se reúne uma maioria mais forte
do que qualquer indivíduo isolado
e que permanece unida contra todos os indivíduos isolados"
Mal estar da civilização - Sigmund Freud

Escrever, pensar, refletir sobre aprendências e ensinagens numa discussão sobre a coragem essencial à formação pessoal em psicopedagogia me trouxe até aqui: são idéias como ponto de chegada ou de partida? Indago-me. Paro de escrever, olho o verde ao redor de minha casa e caminho entre o meu jardim, ainda em construção. Um beija-flor me trás a resposta: não é nem ponto de chegada nem de partida, é apenas processo, movimento natural, capacidade de ir e voltar, sem a pretensão da permanência e da estabilidade, mas sim com a compreensão do fluxo perene das idéias em nossas vidas, vivências, histórias.
Coragem e essência são palavras irmanadas na nossa humana trajetória como aprendentes, como ensinantes, como aprendenteensinantes nesta caminhada por todos nós percorrida. Coragem é tudo. MAY (1982) nos recorda que
"Nietzsche e Sartre afirmam que a coragem não é a ausência do desespero, mas a capacidade de seguir em frente, apesar do desespero". A característica dessa coragem é originar-se no centro, no interior do EU... O "vazio" interior corresponde à apatia exterior:... a apatia se transforma em covardia. O compromisso em que nos engajamos só é autêntico quando originado no centro do nosso ser."
Coragem, então é a essência de nosso compromisso em fazer o melhor e estarmos juntos com os outros nesta tarefa de fazermos, de nós mesmos, o viver intenso e repleto de mil sentimentos, que é a autoria de nossos pensamentos. E quanto ao resto?
"Quanto ao resto, é bom lembrar que a coragem não é o mais forte, mas sim o destino ou, é a mesma coisa, o acaso. A própria coragem está ligada a ele (basta querer, mas quem escolhe sua vontade?) e a ele permanece submetida. Para todo homem, há o que ele pode e o que ele não pode suportar. O fato de encontrar ou não, antes de morrer, o que o vai abater é uma questão de sorte, pelo menos tanto quanto de mérito. Os heróis sabem disso, quando são lúcidos: é o que os torna humildes diante de si mesmos e misericordiosos diante dos outros. Todas as virtudes se relacionam, e todas se relacionam com a coragem".
E na construção de nossas virtudes, a compreensão do nosso modo de olhar é fundamental, pois é pelo olhar constituído ao longo de nossa formação pessoal, que construímos nossas virtudes, nossos modos de ser e estar neste mundo. É Alícia, mais uma vez, que nos trás com lirismo, importante contribuição a este nosso interno movimento de busca por nossas autorias. Ao dialogar sobre o corpo e o saber a partir da Psicopedagogia e da Psicomotricidade reconstruindo conosco a história de Édipo, nos diz:
" na mesma pessoa encontra-se o testemunho que pode dar conta do passado e do presente de Édipo. "Conhece melhor" porque viu; seu conhecer baseia-se na experiência do visto. Não conhece deduzindo, especulando; não é inferência, uma conclusão ou uso da razão. Seu conhecimento corresponde ao saber sensível, à experiência direta, e ele sabe porque viu o que nenhum outro pode ver, pois seu corpo estava ali onde o drama transcorria, primeiro sentindo na superfície de sua pele o corpo de menino a quem o pai mandava matar. Anos depois, vendo como um homem matava o rei e substituía-o no trono. Seu saber é ocasional e segmentário, próprio do "" testemunho ocular e ocasional. Seu saber está dissociado, é precário. Em um caso, obtém o saber complementando ações que outros iniciam; em outro, como espectador, como testemunha. É Édipo, em um ato de conhecimento, quem deduz, ata, une o que na memória do escravo não tem associação. É Édipo , complementando sua experiência de aprendizagem, associando o conhecer ao saber, integrando o consciente e o inconsciente, o sonho e a vigília, a imagem e o pensamento, a emoção e o efeito, a palavra do corpo e o corpo da palavra, sua própria experiência completando-se com a experiência do outro."
A meu ver, é esta experiência de aprendizagem que nos possibilita ir além, pois se aprender é constituição de modificabilidade, mudar também é aprender. No começo, sei de um determinado modo, mas provoco mudanças em mim a partir do momento em que agrego a minha trajetória uma nova descoberta, uma outra informação que não fazia parte do repertório de minhas vivências.
Conhecer e saber, integrar e sonhar, imaginar e pensar: desejos de vida, motivação para a caminhada com a palavra no corpo e o corpo da palavra inteiro, com toda sua inteireza brilhando na nossa alma, no nosso ser que, como diz o poeta, é gente e gente nasceu para brilhar, não para morrer de fome, de nenhuma das fomes e sedes perversas que nos afastam da beleza e da plenitude da vida.
Aprendências e ensinagens na formação em psicopedagogia: uma discussão iniciada como ponto de chegada ou de partida. Não importa. O que importa, afinal, é sabermos estar neste movimento de mudança, lembrando que mudar
"não é vir a ser o outro, não é despojar-se do que se tem. Mudar é possuir -se um pouco mais na medida de suas experiências, é acolher sua vida no que ela tem de mais intimo e mais única. É se aproximar gradualmente do que constitui o centro de si mesmo."
Entretanto, sei que esta é uma trajetória que necessitamos desejar: mudar envolve olhar-se por inteiro, e isso pede iniciativa e criação de disponibilidade interna para tal. Mas desejando, encontramos o caminho, pois em
" relação a todos os atos de iniciativa e de criação, existe uma verdade fundamental cujo desconhecimento mata inúmeras idéias e planos esplêndidos: é que no momento em que nos comprometemos definitivamente,a Providência move-se também. Toda uma corrente de acontecimentos brotada decisão, fazendo surgir a nosso favorito da a sorte de incidentes, encontros e assistência matéria que nenhum homem sonharia que viesse em sua direção.O que quer que você possa fazer ou sonhar possa, faça-o. A coragem contém em si a genialidade, o poder e a magia! Comece agora! (Goethe)
E que assim seja! Que nossa coragem encontre tal magia, tal poder, tal genialidade.
Bibliografia básica:
ALESSANDRINI, Cristina Dias. Tramas criadoras na
construção do ser si mesmo. Casa do
Psicólogo, São Paulo, 1999.
ANDRADE, M.S. (org.) O prazer da autoria: a psicopedagogia e a construção do sujeito autor. Coleção Temas de Psicopedagogia, livro 3. Memnon, São Paulo, 2000.
BACH, Richard. A história de Fernão Capelo Gaivota. Editora Nórdica, 1976.
BARONE, L.M.C.. De ler o desejo, ao desejo de ler: uma
releitura do olhar do psicopedagogo. Editora Vozes, Petrópolis, Rio de Janeiro, 1993.
BEAUCLAIR, João. Psicopedagogia: trabalhando competências, criando habilidades. Coleção Olhar Psicopedagógico, Editora WAK, Rio de janeiro, 2004(a).
___________,___.(org). Psicopedagogia: espaço de ação, construção de saberes. Coleção Olhar Psicopedagógica. Editora WAK, Rio de janeiro, 2004(b). No prelo.
___________,____.Neuropsicologia e Biociências: aprendendo Ecologia Humana com um novo olhar - sobre si mesmo e os outros - a partir da autopoiese.IN.: RIBEIRO DO VALLE, Luiza Helena e CAPOVILLA, Fernando César. Temas Multidisciplinares de Neuropsicologia e Aprendizagem. Tecmedd, Ribeirão Preto, 2004(c).
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___________,___.Por entre permanências, aprendências e transcendências: (re) criando vínculos numa perspectiva psicopedagógica e inclusiva, Publicado no site da Fundação Aprender www.fundacaoaprender.org.br, Julho, 2004(e)
___________,___. Psicopedagogia institucional e formação do/a psicopedagogo/a numa perspectiva paradigmática: breve relato de uma experiência em processo. Publicado no site www.psicopedagogiaonline.com.br em maio 2004 (f)
___________,___. Mansidão, afabilidade e doçura nas relações humanas: o resgate necessário a partir das instituições. Publicado no site www.psicopedagogiaonline.com.br em agosto de 2004 (g)
___________,___.O lugar da teoria: aprender e ensinar em Psicopedagogia. Artigo inédito, ainda não publicado. 2004 (h)
___________,___. Oficinas psicopedagógicas como estratégias de formação: a arte da aprendizagem ou aprendizagem em arte. Artigo inédito, ainda não publicado. 2004(i)
____________,_____. Iniciantes idéias: a construção do olhar do/a psicopedagogo/a. Artigo publicado no site da Associação Brasileira de Psicopedagogia e no site www.psicopedagogiaonline.com.br em fevereiro/março de 2003.
________, ______. Da Educação Ambiental à Ecologia Humana: o caminhar necessário nos processos de Educação em Direitos Humanos. Trabalho aprovado (comunicação oral) para o XI Simpósio sobre Meio Ambiente da UNIVERSO - Universidade Salgado de Oliveira, Campus São Gonçalo, outubro 2003.
____________,_____.Vencer o Medo, Nutrir a Esperança, Cuidar da Vida, construir a Paz: a contribuição (necessária) da Educação. Artigo apresentado como comunicação oral no Encontro de Diretores e Supervisores de Ensino da Coordenadoria Metropolitana IX, Itaboraí, Rio de Janeiro, dezembro de 2002.
____________,_____.Direitos Humanos na Prática Pedagógica: perspectivas, limites e possibilidades. Dissertação de Mestrado em Educação. Programa de pós-graduação e Pesquisa da UNIVERSO- Universidade Salgado de Oliveira, Campus são Gonçalo, Rio de Janeiro, dezembro de 2002.
____________,_____.Educação para a Paz: um estilo de 'aprenderensinar' e 'ensinaraprender' na perspectiva da Educação em Direitos Humanos como possível suporte psicopedagógico. Publicado no site www.aprender-ai.com.br e comunicação apresentada na mesa redonda "Estilos de Ensinar e Aprender", da II Jornada Regional de Psicopedagogia, promovida pela ABPp- Associação Brasileira de Psicopedagogia e organizada pelo Núcleo Sul Mineiro de Psicopedagogia, na cidade de Poços de Caldas, em 23/06/2001.
____________,_____. A prática de 'ensinagem' no desenvolvimento de projetos educativos: potencialidades e condições básicas" apresentado na III Jornada Cientifica da UNIVERSO / II Encontro Anual de Iniciação Científica da Universidade Salgado de Oliveira. Campus São Gonçalo, RJ e publicado no Caderno de Estudos e Pesquisas da UNIVERSO, volume especial, de setembro de 2001. Este artigo também se encontra disponível no site www.aprender-ai.com.br e na Revista PARADOXA - Projetivas Múltiplas em Educação, UNIVERSO, vol. 8 , n.º 10/11/2001 .
____________,_____. Um pé na escola e outro no mundo: idéias de Paulo Freire para um cotidiano escolar em Direitos Humanos. Revista PARADOXA - Projetivas Múltiplas em Educação, UNIVERSO, vol. 12, 2001.
BOSSA, N. A. e MONTTI, C. A. Pontos de encontro e
desencontro na prática psicopedagógica: Argentina e
Brasil. In: Revista Psicopedagogia, n. 22, São Paulo:
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BUJOLD, Raymonde. Crescimento pessoal. ASSOEB, Salvador, 1984. Material de curso (mimeo.).
D' ANDREA, Flávio Fortes. Psicodrama: teorias e
técnicas. Editora Bertrand Brasil, São Paulo, 1987.
___________,__________. A realidade interna - Psicodrama Aplicado. Editora Bertrand Brasil, São
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DINIZ, G.J.R. Psicodrama pedagógico: teatro -
educação, seu valor psicopedagógico. São Paulo: Ícone
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FERNANDEZ, Alícia. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Editora Artes Médicas, Porto Alegre, 1991.
___________,_____. A mulher escondida na professora.
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FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Editora Vozes, Petrópolis, 1994.
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FRIEDRICH W. A. A educação do homem.
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LACAN, J. O eu na teoria de Freud e na técnica da
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LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Editora 34, Rio de Janeiro, 1993.
MAY, Rollo. A coragem de criar. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1982.
MATURANA, Humberto. Cognição, ciência e vida cotidiana. Editora UFMG, 2001.
RIBEIRO DO VALLE, Luiza Helena e CAPOVILLA, Fernando César. Temas Multidisciplinares de Neuropsicologia e Aprendizagem. Tecmedd, Ribeirão Preto, 2004.
SARGO, Claudete et al. (Org.). A práxis psicopedagógica
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SOARES, D. C. A Caixinha de Insetos de Pedro.Editora Agora da Ilha, Rio de Janeiro, 2000.
_______________.Os Vínculos como Passaporte da Aprendizagem: Um Encontro D'EUS. Editora Caravansarai, Rio de Janeiro, 2003a.
_______________. Indicadores para a construção de uma atuação psicopedagógica. IN.: PINTO, Maria Alice (org). Psicopedagogia, diversas faces, múltiplos olhares. Editora Olho d'Água, São Paulo, 2003b. http://www.segmento-ba.com.br/materias.php?i=300
" Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso.
O sucesso é consequência."







quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Jogos na prática educativa

O Jogo Ping-Pong na prática educativa
• Possibilita a melhoria do desempenho físico, propiciando um espaço de socialização, desenvolvimento de habilidades e competências necessárias.
• Melhora a circulação sanguínea;
• Desenvolve a velocidade de raciocínio e habilidades;
• Melhora a coordenação motora e reflexos;
• Melhora a visão escrita e exercita os nervos dos olhos;
• Melhora a capacidade de aprendizado, concentração e raciocínio abstrato;
• É considerado um dos esportes que mais utiliza o cérebro;
• Possibilita a percepção do próprio corpo e domínio corporal;
• Desenvolve a lateralidade;
• Desenvolve e aprimora o relacionamento social.
Desenvolve habilidades de raciocínio diante de situações que demandam respostas e contribui para a construção e organização do pensamento lógico-matemático. Além de aumentar a auto-estima e a confiança, diminui a dependência, desenvolve o sentido de cooperação, diminui a rejeição às tarefas, aumenta o interesse na participação das aulas, motiva, desenvolve a criatividade, aumenta a concentração e a atenção, diminui a indisciplina, também possibilita o desenvolvimento cognitivo do aluno, produzindo, construindo e aprimorando alguns conceitos matemáticos.
Os jogos proporcionam estratégias facilitadoras na construção do conhecimento, não esquecendo um planejamento prévio dessa ação, auxiliando assim, o raciocínio da criança, pois o jogo sendo bem direcionado faz deste ato de jogar por si só, suficientes para cumprir objetivos próprios e essenciais (predeterminados) para o desenvolvimento biopsicossocial da criança, porque ao jogar, a mesma está movimentando todos os músculos, o seu cognitivo (memória, percepção, etc.) e todo o envolvimento social, pois estará em contato com outras crianças, aprendendo também a perder e a ganhar, caracterizando uma situação de iniciativa em poder brincar com aquilo que é de seu interesse e de sua própria habilidade.
A brinquedoteca é um espaço de aprendizagens significativas, prazerosas e cooperativas. A criança aprende pelo manuseio de materiais, de cores, de tamanhos, de formas, de sons, de texturas e resistências diferentes. Com a riqueza do material lúdico e de sucata, reconhece, identifica as semelhanças e diferenças, abstrai, classifica, simboliza. Um ambiente lúdico tão rico, com certeza contribuirá para o desenvolvimento de experiências de sucesso no espaço escolar possibilitando à criança a oportunidade de desenvolver a iniciativa, a autonomia e enriquecer as interações sociais.
Bilboquê

Objetivo: Exercitar a coordenação motora.
Material:
2 garrafas de 1,5 litros de água mineral bolinhas de gude
Durex transparente e colorido Tesoura ou estilete
Confecção:
Pegue uma das garrafas e corte no intervalo do segundo gomo, contado de baixo para cima. Da mesma garrafa, corte a parte superior no vão formado pelo primeiro gomo. Pegue as duas partes cortadas e coloque a parte de cima dentro da parte de baixo com o gargalo para cima, como se estivesse encurtando a garrafa. Una estas duas partes com durex de modo que fique bem firme. Coloque dentro desta peça aproximadamente 8 bolas de gude
Corte a segunda garrafa no vão formado pelo quinto gomo, contado de baixo para cima.
Encaixe esta nova parte na outra peça, de modo que a garrafa que foi encurtada (primeira peça) fique fechada pela nova peça cortada, como se fosse uma tampa. Fixe este encaixe com durex de modo que fique bem firme
Dê um arremate final com durex colorido.
Como Brincar: Como se a garrafa estivesse em pé, deixe as bolas de gude fora da base da garrafa. O objetivo da brincadeira é passar as bolas de gude pelo gargalo da garrafa.
Bilboquê: É um brinquedo antigo de aproximadamente 475 anos que teve uma ampla disseminação pelo mundo, recebendo nomenclatura diferente em cada região. No Japão, o bilboquê recebe o nome de kendama; na maioria dos países latino-americanos, recebe o nome de balero;

Eixo contemplado: Movimento.
Objetivos:- Possibilitar a criança através da brincadeira com o bilboquê o desenvolvimento da motricidade, noção espacial e lateralidade.
-Aprimorar a capacidade de percepção e reflexo.
-Construir o próprio brinquedo através de materiais descartáveis, estimulando a criatividade dos alunos.
Como pode ser trabalhado na sala de aula:
Sendo o brincar um ato de movimentar-se, a criança tem a possibilidade de expressar-se espontaneamente, utilizando o movimento como forma de aprendizagem sobre si e sobre o universo que a cerca, conhecendo seus próprios limites, desenvolvendo a capacidade de solucionar problemas.
O objetivo desta brincadeira é segurar o copo com uma das mãos e tentar colocar a bolinha dentro, sem tocar nela.
Jogo dos 10
Jogo utilizando 2 garrafas pets, 10 bolinhas de gude, fita adesiva larga e cartões de papel para registro dos pontos. O nome do jogo é "jogo dos 10" é uma espécie de bilboquê onde as crianças devem colocar as bolinhas de gude dentro do funil, ganha o jogo quem colocar mais bolinhas dentro do funil.
Objetivos- trabalhar a contagem até 10, operações de subtração e adição, respeito às regras do jogo, esperar a sua vez de jogar.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A IMPORTANCIA DE PLANEJAR UMA AULA!

JP - O que é e para que serve o plano de aula?
MG - Falar sobre plano de aula, mesmo que se pretenda ser breve, encaminha a um referencial teórico que reúne dimensões filosóficas, psicológicas e sociais com repercussões diretas no que, para que e como ensinar.
A experiência cotidiana mostra que a concepção de planejamento tem passado por várias modificações: entendido como instrumento obrigatório, definitivo e inflexível, passando pela dispensabilidade, até chegar quase a sua rejeição. Trata-se, nesse caso, menos de uma questão técnica e mais de uma questão filosófico-pedagógica.
Um plano de aula tem sempre sua origem num projeto pedagógico institucional que dinamiza as direções do ensino, detalhadas num plano de curso e de unidade. É uma previsão de atividades vinculadas a um plano de ensino mais amplo desenvolvidas em etapas seqüenciais, em consonância com objetivos e conteúdos previstos. Serve para organizar a intenção do professor e o modo de operacionalizá-la. Expressa, ainda, as opções desse professor diante de seu contexto de trabalho, que implica pensar simultaneamente o conteúdo e os sujeitos com os quais interage.
Todo plano de aula, além de ser um guia, traz implícitas questões pessoais do professor comprometido com sua tarefa e com seus alunos: por que faço o que faço ao ensinar? O que é uma aula: espaço de parceria ou de resistência? Como mobilizar o aluno para aprender? Como verificar se o aluno aprendeu?
JP - Qual sua importância?
MG - O plano possibilita ao professor, na medida do possível e do desejável, manter a articulação da disciplina como um todo pela relação com o plano de ensino e ainda realizar uma auto-avaliação da aula ou uma avaliação cooperativa para orientar decisões futuras. Aspectos a serem mantidos ou a reformular poderão ser identificados com mais segurança. Cabe destacar que o plano de aula não implica obrigatoriamente seu cumprimento rígido. O cenário da aula exige permanente atitude reflexiva do professor para recriar e redirecionar ações sempre que novos interesses e necessidades imprevistas surgirem, o que não significa despreparo docente, mas competência para “agir na urgência e decidir na incerteza”, como ensina Perrenoud. Entretanto, um afastamento contínuo do plano necessita ser revisado. O plano, como resultado do processo de planejamento, permite ao professor distanciar-se de sua prática, sistematizá-la e tornar mais conscientes as opções para a organização da aula. O plano documenta a experiência em suas intenções iniciais e permite o retorno a ela após o vivido para sua avaliação.
JP - O que deve ser levado em consideração na elaboração de um plano?
MG - Um plano, para ser efetivo, deve apresentar, de forma precisa e orgânica, o objetivo da aula, o conteúdo a ser desenvolvido, as atividades e a avaliação. É preciso entender que avaliar não é sinônimo de prova nem de grau. É diagnosticar se a aprendizagem ocorreu ou não e explicitar ações para continuidade ou reorientação do processo de ensino.
JP - Modelo para construção de um plano de aula
MG - Mais do que saber elaborar um plano, é necessário acreditar que ele é o instrumento pessoal e intransferível de trabalho do professor, e expressa às concepções teóricas que sustentam suas atividades docentes. Importante não é estabelecer um roteiro / modelo padrão de plano, mas o registro dos aspectos que orientam o professor para estruturar a prática. O estabelecimento de modelos pode burocratizar o planejamento e restringir as possibilidades de auto-organização do professor na elaboração do plano.
JP - Dicas para professores novos
MG - Além de elaborar o plano, o professor deve levar em consideração a relação entre suas intenções e o modo como os alunos as percebem, pois às vezes são necessários pequenos ajustes em qualquer dos elementos do plano para uma boa condução da aula.

Fátima Schenini comenta que Ao identificar problemas de escrita e leitura em seus alunos do 5º ano, a professora percebeu que utilizar cordéis seria uma forma diferente e mais atrativa de ensinar. Aos poucos os alunos foram pegando o gosto pela leitura dos livretos, com contos recheados de rimas. O distrito foi contribuindo para o planejamento do projeto e alimentando o acervo dos cordéis.
Segundo a professora, todo o planejamento é baseado nas necessidades dos alunos. “A maior dificuldade dos meus alunos era diferenciar a linguagem falada para a escrita. Com o cordel eles aprenderam a identificar cada uma”, destaca. Após estimular a leitura dos cordéis, a professora sentiu a necessidade de que os próprios estudantes construíssem os seus, escrevendo sobre o cotidiano, histórias de família ou qualquer outra história que conheciam.
Estimulante – De acordo com as duas professoras, é muito mais estimulante trabalhar com projetos inovadores. Planejar aulas tendo como meta um objetivo maior do que o rotineiro alimenta a vontade de ensinar e estimula o planejamento de novos projetos. Aulas bem planejadas levam ao engajamento da escola e da comunidade e fazem a diferença no aprendizado de qualquer estudante.

Como interpretas essa?

NÃO DEIXE DE LER

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostíbulo'.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa. - Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que..
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula.
- Façamos um trato - disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.... aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.
Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda,um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos.
Ele era um bom cliente.
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc ...
E após foram os pregos e os parafusos...
Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse: - É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar.
O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma.
Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!




Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.





As adversidades podem ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.
Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,
acima de tudo, reconhecer suas virtudes.

Isso realmente e verídico, contado por um grande industrial chamado Tramontina

sexta-feira, 26 de março de 2010

Engana-se quem pensa que o amor é um evento espontâneo. Trata-se de uma escolha. E dá trabalho. Mas ter amor por alguém, e conseqüentemente o desejo de fazer o melhor por essa pessoa, é uma oportunidade de superar limites e de evoluir, uma aventura cheia de desafios que nos leva ao que existe de mais belo e profundo na experiência humana.
Mas não quero dar a impressão de que os atos de amor são penosos, destituídos de prazer, de alegria e de leveza. Amar implica esforço sim, entretanto, uma vez que a opção tenha sido feita, precisamos iniciar a jornada, como uma aventura que foi planejada e acalentada com entusiasmo. Uma aventura cheia de desafios, de situações envolventes que vão nos ensinar a reconhecer e usufruir o que há de mais belo, instigante e profundo na experiência humana. Uma aventura em que a cada dia temos a possibilidade de mergulhar na alma do outro e sair de lá enriquecidos, prontos para ser desbravados por ele. Ao amar buscamos entender o outro a ponto de mergulhar em sua alma. Essa façanha exige de nós habilidades desconhecidas de nós mesmos. Em resumo, amar é para poucos, coisa de gente grande.
Existe uma grande diferença entre persistencia e teimosia, na persitencia buscamos alternativas para superar os obstaculos e na teimosiaé insistir, é nao ver o que os fatos estão indicando o fim do amor e respeito, o surgimento do controle o autoritarismo, é insistir na resolução dos problemas com os mesmos velhos recursos:
compra de lingerie novo, mudando de casa, penteado, fazendo regime, engravidando etc.
Teimar numa relação que deixou de ter futuro, perdeu o significado e nada faz pela dignidade de cada um.insiste por comodismo, insegurança e sentimento de culpa dos envolvidos.Mas vamos deixar de ser teimosos e sermos Persistentes focando na relação e não em cada um dos paraceiros, ver o companheiro como se fosse a preimeira vez, sem pressupostos a seu respeito, sem atitude de quem sabe o que é melhor para ele(a).
É inovar,surpreender com atitudes e ações tendo coragem de dar tempo e espaço ao outro. Confiar na propria capcidade de enfrentar de um jeito difeente e criativo os mesmos velhos desafios qeu existem nos relacionamentos.
É dificil ser persistente sem cair na teimosisa, mas é preciso aprender!!!
QUEM É PERSISTENTE TEM METODO, FORÇA DE VONTADE E APRENDE COM OS PROPRIOS ERROS, PERCEBENDO QUANDO É HORA DE MUDAR.
PESSOAS TEIMOSAS, AO CONTRARIO INSISTEM NAS FORMULAS INEFICAZES COM AS MESMAS PESSOAS, NAO QUESTIONAM AS PROPRIAS CONVICÇÕES E TEMEM O NOVO.

sexta-feira, 12 de março de 2010

COM O COPO NA BOCA

Onde esta o papai?
Perguntou à criança inocente e indefesa, á mãe aflita e sem vontade de viver.
- Papai, respondeu mamãe um pouco confusa – esta trabalhando.
Mas, na verdade, ele estava tomando seu tradicional gole.
Lá pelas tantas da noite, novamente, a criança perguntou: “Onde está papai?”
E esta pergunta foi feita uma serie de vezes, ate que chegou o velho-jovem pai.
Porem, não parecia ser pai, era um homem estranho, bruto, e estava cheirando álcool.
Estava bêbado, sem dinheiro algum foi bronqueado, pedindo isto, aquilo, exigindo jantar e coisas mais... A criança presenciou toda a cena e ficou triste... A mãe já era triste e as lágrimas caíram...
O papai fora de si não percebeu o mau exemplo dado ao filho, que naquela hora, tenho certeza, não queria ter nascido. E este drama se repete todos os finais de semana, se não todos os dias. Em cada lar, um drama provocado pela bebida. Não condeno as bebidas de um modo geral, ate são boas, mas condeno a maneira como usamos delas.
Condeno a dependência que você tem por ela, condeno as causas pelas quais você é obrigado a fugir tomando seu tradicional “pileque” Imagine você, se no lugar de cada copo levado a boca, nos déssemos um sorriso a mais, pronunciássemos palavras bonitas,cantássemos, dialogássemos... Se, em vez de um copo levado a boca o marido desse um beijo a mais na sua esposa, talvez muitos filhos teriam onde voltar no final do dia.
É bom tomar um aperitivo antes de uma refeição ou ao findar um trabalho, contudo é mau tomar um porre antes de cada refeição ou depois que o trabalho terminou. Se você pudesse ver seus pulmões, seu coração e outros órgãos do seu corpo perceberia que a cada copo eles iriam ficando mais fracos e, por conseguinte, encurtando sua vida.
Disse o filho ao pai: “Papai não tome mais assim, porque a cada copo que o senhor leva a boca, quem fica mais vazio não é o copo, é o senhor”...


Corações de Pedra – Valter Martinazzo, Ponta Grossa 1977