domingo, 5 de dezembro de 2010

Escola e Inclusão

A escola é uma pratica social, o trabalho pedagógico uma prática profissional fundamentais da vida civil contemporânea, que esta em descompasso comparando a efervescência de outras instituições sociais.
Sabemos que as pessoas não nascem boas ou más. É a sociedade que queira, que não, que educa moralmente seus membros, a família, os meios de comunicação, o convívio com outras pessoas tem influencia marcante no comportamento de crianças jovens e adolescentes.
A verdadeira aprendizagem se dá na mudança de comportamento na amplitude de potencial relacionando o que esta aprendendo para a vida. O que leva a viver melhor ou pior, mas indubitavelmente, a viver de acordo com que aprende.
Vivemos em constante conflito entre os diferentes membros da escola:
De um lado alunos que reclamam das obrigações, das normas rígidas, dos controles, da alienação da escola em relação ao seu mundo.
Professores que reclamam do salário, da inquietude dos alunos, da falta de infra-estrutura, os demais funcionários reclamam das questões de ordem política e salarial. Os pais cujas preocupações e insatisfações na maioria das vezes negligenciadas influenciam também nesse processo.
São vários conflitos entre as diferentes culturas envolvidas.
E o engraçado é que se o aluno aprende é porque o professor ensina se não aprende é porque apresenta alguma defasagem ou disfunção. Temos ai uma contradição lógica e uma armadilha ética. Pois ao mesmo tempo em que responsabilizamos o professor pelo sucesso do aluno, dissociamos ele inteiramente do processo concorda?
Convenhamos que seria algo equivalente as seguintes situações:
O problema do médico são dos doentes, empecilho do escritor são os leitores, o entrave do político são os eleitores. Estranho no caso escolar não parece sê-lo, tamanha naturalidade com que temos depositado nos alunos grande parte da responsabilidade sobre nosso acidente de percurso, obstáculos que predominam o trajeto dessa profissão.
Todo o tempo ouvimos “aluno problema” mas aluno problema é aquele acometido por alguma espécie de distúrbio psicológico de ordem cognitiva ou comportamental. Então o que fazer?
Um primeiro passo é repensar novos posicionamentos rever algumas supostas evidencias sobre os alunos, a questão da avaliação, por exemplo, questionar o que temos priorizado como foco de nossa atuação profissional, relação que estabelecemos em sala de aula, contrato pedagógico (combinado) com regras claras para ambas as partes, revendo sempre que necessário o que se propuseram a fazer no inicio do ano.
Uma pratica abominável é mandar o aluno para fora da sala de aula, ou encaminhá-lo para diretoria sempre que uma atitude dissonante se faz presente. Ora expulsá-lo da sala é mais do que um prenuncio da exclusão, que tanto pregamos, é ela em ato. Inclusão palavra imprescindível, mas tão pouco exercida na pratica.
Vamos pensar nisso?
Karmem Abreu Amambahy

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